RESUMO
Este artigo aborda a questão da reforma curricular
em curso na Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho
Neto, iniciada em 2002. Começando por discutir o conceito
de reforma curricular, o autor debate em seguida qual a finalidade
deste processo e a metodologia mais conveniente, com base
nas recomendações internacionais sobre a matéria.
Como principais desafios ao contexto da reforma é discutida
a dinâmica do mercado de emprego e de formação,
assim como a real hierarquização dos cuidados
de saúde primários. Em conclusão, o autor
recomenda grande rigor metodológico e o engajamento,
desde o princípio, de todos os parceiros interessados
como chaves para o sucesso da reforma curricular do curso
de medicina.
Palavras-Chave : Currículo, Reforma, Educação
Médica, Curso de Medicina, Universidade Agostinho Neto,
Angola
ABSTRACT
This paper addresses the issue of the current curriculum reform
at Agostinho Neto University School of Medicine (Luanda, Angola),
launched in 2002. The author starts discussing the central
concept (curricular reform), and then debates what should
be the aim of this process, and what would be its best methods
and practices, according to the international recommendations
on this matter. The papers discusses some major challenges
of this reform context, namely coping with the labour and
training market dynamics, and primary health care real hierarchy.
Concluding, the author recommends that a sound methodology
be observed, and the engagement of all shareholders and stakeholders
from the very beginning, in order to promote the success of
the medical training reform.
RAEM
2003;0(1):14-26. |
(1)
Médico, Especialista em Fisiologia Humana, Membro da
Ordem dos Médicos de Angola n.º 140. Doutor em
Medicina (Fisiologia) e Professor Titular de Fisiologia da
Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto.
Este
artigo enquadra-se no projecto de reforma do ensino médico
em curso na Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho
Neto, e baseia-se na palestra sobre essa temática que
foi apresentada aquando da primeira comemoração
do Dia do Médico em Angola (26 de Janeiro de 2003).
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