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DISEÑO CURRICULAR Y CAMBIOS EDUCACIONALES EN LA FORMACIÓN MÉDICA. PROBLEMAS DE INTEGRACIÓN, CONTEXTO Y SU SENTIDO SOCIAL
(PARTE 1)

José Venturelli(1)
   
OO CEDUMED
 
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RESUMO

O desenho curricular tem mudado tanto nas últimas décadas que já não é possível estabelecer simplesmente uma lista de matérias- ciências básicas mais algumas disciplinas clínicas, com um ano final de estágio — ainda por cima sem integração. Ele exige ainda programas de educação contínua do corpo docente. O que é menos aceitável é que os programas de formação médica possam ser estabelecidos com a ideia de que se trata apenas de um negócio. Os Governos devem ter um papel normativo e controlador sobre a sua qualidade, garantindo a aquisição de competências sólidas (isto é, conhecimentos teóricos apropriados, habilidades profissionais, e a capacidade de raciocínio que tornam esses conhecimentos e habilidades eficientes). A eficiência deve ser demonstrada em todos os aspectos de promoção da saúde, prevenção da doença e diagnóstico precoce, com a instituição de terapias de qualidade — as mais simples e precoces — e de processos de reabilitação convenientes. O desenvolvimento científico actual deve ser contextualizado no quadro mais vasto do desenvolvimento sustentável com uma defesa intransigente dos direitos sociais e humanos onde são mandatórias decisões baseadas na evidência. Este artigo tenta estabelecer algumas linhas de força que conduzam a uma reflexão fundamentada do que são as estratégias educacionais mais eficientes, baseados em prioridades de saúde objectivas para cada sociedade concreta, conduzindo a uma “aprendizagem com significado”: relevante para os estudantes, para os profissionais de saúde, para as instituições e, acima de tudo para o público. Deve ser dada particular atenção ao desenvolvimento da saúde da comunidade compreendendo claramente, desde o início da escolarização, que a saúde é um direito e não uma mercadoria, e que a qualidade deve ser garantida para todos. Deve ser ressuscitado o objectivo de Saúde para Todos, hoje em dia algo perdido (ou intencionalmente escondido). A intenção destas linhas de força é ajudar os líderes da saúde e da educação a estabelecer sistema de saúde e processos educacionais eficientes que garantam este direito social básico, com qualidade, num mundo de Paz e Dignidade. Isto especialmente quando os países mais pobres da actualidade ainda lutam para desenvolver os seus sistemas de saúde e torná-los eficientes. As Agências Internacionais devem ousar promover a agenda da justiça social (que não se confunde com caridade) e rejeitarem o princípio do negócio como condutor dos cuidados de saúde. Se há qualquer respeito pela ciência, devemos reconhecer que não há nenhum exemplo no mundo onde a saúde para todos, com qualidade, eficiência, relevância e equidade, tenha sido alcançada através de sistemas privados. Estas linhas de força aplicam-se à educação de todas as profissões de saúde. Para além disso, do ponto de vista e no âmbito da sociedade, não há qualquer razão para se autorizar a abertura de escolas médicas privadas, a menos que as mesmas se desenvolvam num contexto concreto de eficiência e de qualidade. As acreditações devem seguir um processo que visa e termina na qualidade, e não em “cheques em branco” para a simples sobrevivência sem demonstração de progresso. Deve ter-se em mente os números de profissionais de saúde, a sua qualidade e os respectivos custos, à medida que nos movemos para um mundo mais humano e partilhado.

ABSTRACT

Curriculum design has changed over the last decades to the point that no longer is possible to simply establish a list of subjects —basic sciences plus some clinical courses with a final year of internship, all done with no integration. It also requires programmes of continuous faculty education. Much less, to accept that MD programs can be established with the idea that it is a simple business. Governments must have a normative role and control over its quality, ensuring the acquisition of solid competences (i.e., proper theoretical knowledge, professional skills, and the proper reasoning that will make it efficient). Efficiency must be demonstrated and the aspects of health promotion, prevention, early diagnosis with therapies of quality- the earliest the simpler- and with processes of proper rehabilitation. Today’s scientific development must be put into the context of sustainable development with a relentless struggle for social and human rights where evidence based decisions are mandatory This article attempts to establish some guidelines that will lead to a proper consideration of what are the most efficient educational strategies, based on objective health priorities for a given society with meaningful learning: relevant to students, health professionals, institutions and, more so, to the public. Consideration must be given to community health development, understanding, from the start of the school, that health is a right, not a merchandise, where quality must be secured for all. Health for all, a today’s somehow lost (or purposefully hidden) goal must be revived. These guidelines and intention are to help health and educational leaders establishing efficient health systems and educational processes that will secure this basic social right with quality into a world of peace and dignity. Particularly when today’s poorest countries have yet to develop their health system and to establish its efficiency. International agencies must dare pushing the agenda of social justice (not to settle with charity) and rejecting the principle of business as the guide in health care. If science is to be considered at all, then yet us repeat that there is no example in the world where health for all, with quality, efficiency, elevance and equity has ever been achieved through private systems. These guidelines may be applied to all health professions’ education. Furthermore, if done in the context of society there is no reason why medical schools should be allowed to start privately unless they are developed in the context of concrete efficiency and quality. Accreditations must follow a process that ends in quality and not in blank cheques to simply survive with no progress demonstrated. The numbers of health professionals, their quality and costs must be kept in mind while we move into a more humane and sharing world.

RAEM 2004;1(2):55-76.

(1) Consultor Educacional para las Professiones de la Salud con OPS y la Fundación Kellogg. Acompaña en la actualidad los processos de innovación curricular en las Universidades asesoradas/ apoyadas por dichas instituciones y algunas otras que buscan implementar innovaciones curriculares para la educación em salud. E-mail: venturel@mcmaster.ca y venturellijc @hotmail.com

Coordenador de lo "Workshop Inicial da Reforma do Ensino Médico", Universidade Agostinho Neto(Luanda), 26-29/01/2004

Por su extención, publicamos ahora solamente la primera parte del artigo, la segunda parte será publicada en el próximo número de la RAEM.

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