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EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO MÉDICA

João G Pedro(1)
   
OO CEDUMED
 
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RESUMO

Este trabalho constitui uma revisão e reflexão sobre as origens e a evolução da Educação Médica, a nível mundial e particularmente em Portugal, enquanto disciplina vocacionada para o desenvolvimento das competências na arte, ciência e técnica da formação em Medicina (formação dos novos médicos, formação dos profissionais existentes e, principalmente, da formação dos respectivos formadores). Nesta perspectiva, refere-se o trabalho percursor de Theodor Billroth (1876), o determinante ponto de viragem que foi o relatório Flexner (1910), o lançamento da Revista da Associação das Faculdades de Medicina Americanas (1929), o 1º Congresso Mundial em Educação Médica (1954), o projecto da Universidade de Buffallo (1955), a recomendação da OMS para criação de Departamentos de Educação Médica (1966) e o seu “Programa para Formação dos Formadores do Pessoal de Saúde” (1969), a Declaração de Edimburgo (1980), o relatório GPEP “Médicos para o Século XXI” (1984) e a “Agenda para a Acção” novamente da OMS (1992). No que concerne a publicações, é obrigatório referir o Guia Pedagógico para os Profissionais de Saúde de Jean-Jacques Guilbert, verdadeira “bíblia” da Educação Médica. Em Portugal, para mencionar apenas algumas referências, são marcos históricos a reforma do ensino médico de 1911 e a liberalização da actividade das Faculdades de Medicina (1930) que evoluiu de forma oscilatória. O Seminário de Sesimbra (1987) colocou definitivamente a Educação Médica na agenda académica, tendo-se instituído na Faculdade de Medicina de Lisboa um Mestrado em Educação Médica que já teve duas edições (1995 e 2002). Neste momento (2005), a Faculdade de Medicina de Lisboa apoia o primeiro Mestrado em Educação Médica da Faculdade de Medicina de Luanda (Universidade Agostinho Neto).
Palavras-Chave: Educação Médica, Portugal, Universidade de Lisboa, Angola, Universidade Agostinho Neto

ABSTRACT

This is an analytical review about Medical Education beginning and development, on the whole and particularly in Portugal, as the discipline aiming at developing competency heading towards the art, science and technology of medical training (undergraduate training, MDs training and, crucially, trainers training). Within this framework, we emphasize Theodor Billroth’s precursor effort (1876), Flexner report turning point (1910), the launching of the American Medical Schools Association Journal (1929) 1ST World Congress on Medical Education (1954), Buffalo University Project (1955), WHO recommendation for establishing medical education departments in medical schools (1966) and its “Program of Teacher Training for Health Personnel” (1969), Edinburgh Declaration (1980), “Physicians for the Twenty-first Century” GPEP report, and WHO 1992 “Agenda for Action”. As far as publications are concerned, we must highlight Jean-Jacques Guibert Educational Handbook for Health Professionals, the “bible” of medical education. Meanwhile in Portugal, 1911 medical training reform, and 1930 medical schools greater autonomy (which then evolved in a sinuous manner) were historical landmarks. To make a long story short, Sesimbra workshop (1987) definitely put medical education in the agenda and a Masters on Medical Education was established in Lisbon Medical School (1995 and 2002). Presently (2005), this school is supporting the first Masters on Medical Education at Luanda School of Medicine (Universidade Agostinho Neto)
Key-Words: Medical Education, Portugal, Universidade de Lisboa, Angola, Universidade Agostinho Neto
.

RAEM 2005;2(3):

(1) Professor Catedrático de Pediatria e Fundador do Curso de Mestrado em Educação Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Esta publicação reproduz a Aula Magistral do Curso de Mestrado em Educação Médica da Faculdade de Medicina de Luanda (Universidade Agostinho Neto) proferida aos 14 de Janeiro de 2005, e representa uma versão modificada e ampliada do artigo “Filosofia e Arte em Educação Médica. Contributo Histórico” publicado em Acta Pediátrica Portuguesa 1996; 3(27):633-40. Respostas a este artigo podem ser enviadas para o e-mail joaogomespedro@sapo.pt

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